Olá para todos!
O tópico de hoje fala sobre o ambicioso André Esteves e sua mais recente aquisição, o Banco Pactual. Na verdade foi a recompra do mesmo vendido há alguns anos atrás para o banco suiço UBS.
Abaixo segue a notícia da compra e um pequeno histórico de André Esteves.
- André Esteves recompra o Pactual
Em busca de caixa, o UBS, que havia comprado o banco de Esteves em 2006, aceitou receber US$ 2,5 bilhões para se desfazer da instituição
O banco suíço UBS está vendendo sua unidade brasileira Pactual de volta para seus donos anteriores por cerca de 2,5 bilhões de dólares, ampliando sua base de recursos e reduzindo potencialmente necessidade de aumento de capital.
O UBS, um dos bancos europeus mais duramente atingidos pela crise internacional de crédito, informou que a venda, que acontece apenas três anos após a compra do Pactual por 2,5 bilhões de dólares, é parte de estratégia para reduzir perfil de risco e fortalecer sua base de capital.
O UBS vendeu o Pactual para a BTG, um banco de investimentos que tem como sócio André Esteves, que fundou o Pactual antes da venda do banco para o UBS em 2006. As duas instituições têm trabalhado juntas há dois anos integrando negócios, segundo a BTG.
No ano passado, houve rumores de que Esteves, um dos homens mais ricos do Brasil após a venda do Pactual, poderia comprar de volta o banco, o sétimo maior gestor de ativos e um dos maiores coordenadores de emissões de ações do país.
No fim de 2007, Esteves e alguns de seus ex-sócios chegaram a fazer uma oferta de recompra da instituição que haviam vendido, mas o UBS não aceitou.
Esteves, ex-gestor global de renda fixa, câmbio e commodities para o UBS, fundou a BTG pouco depois de deixar a presidência da unidade latino-americana do banco suíço em junho do ano passado.
Esteves versus UBS
A saída de André Esteves do UBS foi cercada de movimentos bruscos - alguns até vistos como hostis - tanto da parte do ex-banqueiro quanto dos executivos que dirigem a instituição suíça.
Como mostrou uma reportagem de EXAME, em julho de 2008, Esteves fez diversas tentativas de obter o controle de áreas inteiras do UBS, para em seguida fazê-las crescer aceleradamente e, com isso, multiplicar seu patrimônio pessoal.
Os planos grandiosos de Esteves encontravam, até o ano passado, respaldo em sua ascensão meteórica. Após a venda do Pactual, ele assumiu a operação brasileira do UBS, para em seguida, ser convidado ao principal cargo da área de renda fixa global do banco suíço.
Diante do prestígio que conquistou junto à cúpula do UBS e da fragilidade do banco em meio à crise das hipotecas, Esteves tentou tornar-se o principal acionista da instituição, o que lhe empurraria à presidência, mas não conseguiu.
Partiu, então, para a negociação de recompra do Pactual, mas também fracassou. Por fim, quis comprar a área de gestão de recursos e, diante de nova recusa, sua permanência no UBS ficou insustentável.
Em maio de 2008, o chefe direto de Esteves, Jerker Johansson, tirou-o do comando da renda fixa global. No mês seguinte, Esteves já estava de saída do banco.
Apetite por aquisições
Desde então, André Esteves tem se dedicado a dar contornos à BTG. Devido a uma cláusula de não-competição surgida na venda do Pactual, Esteves não pode ter um banco até 2011. Diante disso, criou uma empresa de investimentos, que até o mês passado já administrava 1,5 bilhão de dólares.
A BTG é uma espécie de hedge fund, apontada pelos seus exceutivos como uma companhia disposta a atuar em segmentos como renda fixa, câmbio e ações. Para executivos próximos a André Esteves, porém, a empresa também se caracteriza por ter aberto o apetite do ex-banqueiro pela aquisição de empresas em dificuldades financeiras.
O primeiro passo nesse sentido foi a compra da subsidiária brasileira do falido banco americano Lehman Brothers, em outubro de 2008. Menos de um mês depois, a BTG já havia revendido a empresa ao britânico Standard Chartered.
Em dezembro, foi a vez de a companhia comprar os 133 postos de gasolina das redes Via Brasil e Aster. De olho na possibilidade de criar um grupo que alcançasse da produção à distribuição de combustíveis, Esteves se dedicou à tentativa de adquirir a Santelisa Vale, segundo maior grupo de álcool e açúcar do país, mas acabou perdendo o negócio para a multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities.
A rede varejista Ponto Frio também já esteve na mira da BTG, que fez uma oferta de compra à acionista majoritária Lily Safra. As negociações avançaram, mas Lily acabou rejeitando a proposta.
Agradeço as visitas!!
Atualize-se!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Quatro diretores deixam a Vale
Olá para todos.
Segue uma notícia interessante sobre a Vale.
- Quatro diretores deixam a Vale
Entre eles, está o diretor-executivo de Gestão e Sustentabilidade, Demian Fiocca, que se reportava diretamente ao presidente da empresa
Quatro diretores da Vale deixaram a companhia na semana passada: o diretor-executivo de Gestão e Sustentabilidade, Demian Fiocca; o diretor de meio ambiente, Walter Cover; Olinta Cardoso, diretora de Comunicações; e Marco Dalpozzo, de Recursos Humanos.
Fiocca, que foi presidente do BNDES antes de assumir o cargo na Vale, pediu demissão. A companhia não confirma, mas executivos ligados à empresa dizem que ele se desentendeu com o presidente, Roger Agnelli, a quem é subordinado diretamente.
O destino provável de Fiocca é o governo Lula. A Vale não comentou a saída de Fiocca nem a dos outros diretores.
Fontes da empresa dizem que as saídas são conseqüência de um processo de enxugamento da estrutura corporativa. Já executivos ligados à Vale apresentam uma outra hipótese, a da deterioração do ambiente de trabalho por causa do estresse e da pressão provocados pelos cortes de custos e pela queda nos preços do minério de ferro.
Prova disso seria o fato de que nem todos os que estão saindo seriam demitidos, segundo o plano inicial de enxugamento.
Desde o ano passado, Agnelli já perdeu quatro subordinados diretos. Além de Fiocca, deixaram a Vale o diretor-executivo de planejamento, Gabriel Stoliar, o de não-ferrosos, José Lancaster; e o presidente da Inco, Murilo Ferreira.
Stoliar e Lancaster se aposentaram e Ferreira pediu demissão. Saiu ainda da empresa recentemente o diretor de segurança e saúde do trabalho, Jorge Sotto.
Entre os que saem agora, a diretora de comunicações, Olinta Cardoso, vai trabalhar como consultora. As atribuições de Fiocca serão distribuídas por outras diretorias executivas. Walter Cover será substituído por Fernando Augusto Quintela, que era seu subordinado.
Agradeço as visitas. Comentem.
Atualize-se!!
Segue uma notícia interessante sobre a Vale.
- Quatro diretores deixam a Vale
Entre eles, está o diretor-executivo de Gestão e Sustentabilidade, Demian Fiocca, que se reportava diretamente ao presidente da empresa
Quatro diretores da Vale deixaram a companhia na semana passada: o diretor-executivo de Gestão e Sustentabilidade, Demian Fiocca; o diretor de meio ambiente, Walter Cover; Olinta Cardoso, diretora de Comunicações; e Marco Dalpozzo, de Recursos Humanos.
Fiocca, que foi presidente do BNDES antes de assumir o cargo na Vale, pediu demissão. A companhia não confirma, mas executivos ligados à empresa dizem que ele se desentendeu com o presidente, Roger Agnelli, a quem é subordinado diretamente.
O destino provável de Fiocca é o governo Lula. A Vale não comentou a saída de Fiocca nem a dos outros diretores.
Fontes da empresa dizem que as saídas são conseqüência de um processo de enxugamento da estrutura corporativa. Já executivos ligados à Vale apresentam uma outra hipótese, a da deterioração do ambiente de trabalho por causa do estresse e da pressão provocados pelos cortes de custos e pela queda nos preços do minério de ferro.
Prova disso seria o fato de que nem todos os que estão saindo seriam demitidos, segundo o plano inicial de enxugamento.
Desde o ano passado, Agnelli já perdeu quatro subordinados diretos. Além de Fiocca, deixaram a Vale o diretor-executivo de planejamento, Gabriel Stoliar, o de não-ferrosos, José Lancaster; e o presidente da Inco, Murilo Ferreira.
Stoliar e Lancaster se aposentaram e Ferreira pediu demissão. Saiu ainda da empresa recentemente o diretor de segurança e saúde do trabalho, Jorge Sotto.
Entre os que saem agora, a diretora de comunicações, Olinta Cardoso, vai trabalhar como consultora. As atribuições de Fiocca serão distribuídas por outras diretorias executivas. Walter Cover será substituído por Fernando Augusto Quintela, que era seu subordinado.
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
O Novo Carro Nano
Olá para todos!
Abaixo uma notícia do grande empresário Tata e seu carro de baixíssimo custo, o Nano.
- 51 000 Nanos em três dias
O Nano, recém-lançado na Índia com preço de 2 000 dólares, superou todas as expectativas do fabricante. Apenas nos três primeiros dias de vendas, as concessionárias da indiana Tata Auto registraram 51 000 encomendas do carrinho.
Para se ter uma ideia do volume, são cinco mil carros a mais do que todas as vendas da Volkswagen no Brasil durante o mês de fevereiro. Segundo reportagem do jornal indiano Economic Times, esse volume equivale a praticamente todo o primeiro ano de produção de Nanos prevista para o primeiro ano.
Além procurarem meios para suprir toda essa demanda, os executivos da Tata tem outra preocupação. Eles temem a possível formação de um mercado negro para o Nano no país, o que comprometeria o maior atrativo do carro - o preço baixíssimo.
Uma das regras impostas para evitar abusos é que as concessionárias só podem aceitar uma encomenda por pessoa. Outra restrição: com uma procura tão grande, os consumidores não poderão escolher opcionais ou a cor do carro. Terão que aceitar o que a empresa tiver para entregar.
Agradeço as visitas!
Atualize-se!!!
Abaixo uma notícia do grande empresário Tata e seu carro de baixíssimo custo, o Nano.
- 51 000 Nanos em três dias
O Nano, recém-lançado na Índia com preço de 2 000 dólares, superou todas as expectativas do fabricante. Apenas nos três primeiros dias de vendas, as concessionárias da indiana Tata Auto registraram 51 000 encomendas do carrinho.
Para se ter uma ideia do volume, são cinco mil carros a mais do que todas as vendas da Volkswagen no Brasil durante o mês de fevereiro. Segundo reportagem do jornal indiano Economic Times, esse volume equivale a praticamente todo o primeiro ano de produção de Nanos prevista para o primeiro ano.
Além procurarem meios para suprir toda essa demanda, os executivos da Tata tem outra preocupação. Eles temem a possível formação de um mercado negro para o Nano no país, o que comprometeria o maior atrativo do carro - o preço baixíssimo.
Uma das regras impostas para evitar abusos é que as concessionárias só podem aceitar uma encomenda por pessoa. Outra restrição: com uma procura tão grande, os consumidores não poderão escolher opcionais ou a cor do carro. Terão que aceitar o que a empresa tiver para entregar.
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domingo, 5 de abril de 2009
News!
Olá para Todos!
Depois de algum tempo estou voltando a postar no blog!! Vou colocar uma notícia que me chamou muita atenção sobre a GM (General Motors). É triste vermos uma empresa como está declarar falência, a GM foi a maior empresa do Mundo durante muitos anos e agora com essa crise, este símbolo do Capitalismo desmoronou.
- Presidente da GM diz estar preparado para declarar quebra
A General Motors (GM) está preparada para uma declaração de quebra, se for necessário, mas sairá com novo vigor de sua crise, disse neste domingo o novo presidente da companhia, apoiado pelo governo, Fritz Henderson.
"Preferimos fazer isto sem recorrer ao processo de quebra", disse Henderson ao canal NBC, no momento em que o primeiro fabricante americano de carros aplica uma dolorosa reestruturação com o apoio financeiro do governo.
"Mas seria prudente assegurar que estamos planejando (uma quebra sob controle judicial), se precisar recorrer a isso", afirmou.
O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse que o governo de Barack Obama contempla todas as alternativas para a GM após a substituição semana passada de Rick Wagoner por Henderson por ordem da Casa Branca.
Henderson indicou que também existia a perspectiva de novas demissões e fechamento de fábricas, em momentos em que a GM luta por sobreviver e antecipa que no futuro só fabricará quatro marcas principais.
Agradeço sua visita, Comentem!!
Atualize-se
Depois de algum tempo estou voltando a postar no blog!! Vou colocar uma notícia que me chamou muita atenção sobre a GM (General Motors). É triste vermos uma empresa como está declarar falência, a GM foi a maior empresa do Mundo durante muitos anos e agora com essa crise, este símbolo do Capitalismo desmoronou.
- Presidente da GM diz estar preparado para declarar quebra
A General Motors (GM) está preparada para uma declaração de quebra, se for necessário, mas sairá com novo vigor de sua crise, disse neste domingo o novo presidente da companhia, apoiado pelo governo, Fritz Henderson.
"Preferimos fazer isto sem recorrer ao processo de quebra", disse Henderson ao canal NBC, no momento em que o primeiro fabricante americano de carros aplica uma dolorosa reestruturação com o apoio financeiro do governo.
"Mas seria prudente assegurar que estamos planejando (uma quebra sob controle judicial), se precisar recorrer a isso", afirmou.
O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse que o governo de Barack Obama contempla todas as alternativas para a GM após a substituição semana passada de Rick Wagoner por Henderson por ordem da Casa Branca.
Henderson indicou que também existia a perspectiva de novas demissões e fechamento de fábricas, em momentos em que a GM luta por sobreviver e antecipa que no futuro só fabricará quatro marcas principais.
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sábado, 12 de julho de 2008
Novas do Mundos de Negócios.
- InBev e Anheuser estão próximas de acordo, diz -
A companhia de bebidas norte-americana Anheuser-Busch está em conversas ativas para ser vendida à cervejaria belgo-brasileira InBev em um acordo amigável, informaram pessoas próximas à situação ao jornal norte-americano The New York Times.
Uma das fontes afirmou que a InBev indicou que poderia pagar US$ 70 por ação da companhia norte-americana, o que somaria uma proposta total de quase US$ 50 bilhões. A proposta inicial da InBev era de US$ 65,00 por ação, o que totalizaria cerca de US$ 45 bilhões. Porém, a Anheuser-Busch rejeitou a oferta, considerando o preço como "pechincha".
Os termos exatos do potencial acordo não foram detalhados e as pessoas ouvidas pelo jornal alertaram que as negociações ainda podem fracassar. As informações são da Dow Jones.
- Os oráculos do petróleo -
Arjun Murti, do Goldman Sachs, ficou célebre ao prever com precisão as últimas altas do petróleo. Ele e outros apostam num barril a 200 dólares. Estarão certos?
Tradicionalmente, a voz mais poderosa para o mercado de petróleo é a do ministro da pasta que cuida desse recurso natural na Arábia Saudita, maior produtor do combustível no mundo. As declarações desse homem sobre oscilações relevantes nos preços mexem com as bolsas e os ânimos econômicos de todo o mundo. Os holofotes, portanto, deveriam estar sobre Ali al-Naimi, que hoje ocupa a posição. Mas, nos últimos tempos, a influência dos ministros e dos xeques árabes vem sendo dividida com um pequeno grupo de analistas cujas projeções e recomendações financeiras em relação às variações da cotação do petróleo estão ganhando destaque global. Entre essa turma, o nome do momento é o do americano Arjun N. Murti, de 39 anos, especialista no setor de energia para as Américas do banco de investimento Goldman Sachs. Graças a um histórico de seguidas previsões acertadas sobre as variações do preço do petróleo — assunto cada vez mais palpitante num cenário em que a cotação da commodity bate recorde atrás de recorde —, Murti passou a ser chamado de oráculo do petróleo.
Sua mais recente aposta está provocando calafrios nos círculos econômicos, já bastante assustados com as notícias mais recentes — na primeira semana de julho, a cotação estava na casa dos 140 dólares. Segundo Murti, o preço do barril de petróleo caminha para o patamar de 200 dólares nos próximos dois anos. “A atual crise de energia pode estar chegando a um pico”, escreveu ele num dos trechos do relatório em que consta a previsão, divulgado em maio. Para muitos, as palavras soaram como uma sentença. “A palavra de Murti merece respeito, pois ele já demonstrou que sabe do que está falando”, afirma Larry Chorn, economista- chefe da Platts, respeitada consultoria de energia americana.
O analista do Goldman ganhou projeção em março de 2005, depois de divulgar um relatório afirmando que a cotação do barril, então na casa dos 40 dólares, iria enfrentar um ciclo de alta. Seu palpite era que o valor da commodity pularia para a faixa entre 50 e 105 dólares num período de seis a 24 meses. Na época, como a cotação já havia acabado de dobrar nos três anos anteriores, a idéia de outro salto parecia fora de propósito. Além disso, a posição de Murti se chocava com a de outros estudiosos do assunto. Alguns deles cravavam que o preço continuaria estável durante muito tempo e outros chegavam a apostar até numa queda. Na época, Murti foi ridicularizado por seus pares. Mas o tempo lhe deu razão. Ao final de 2005, a cotação era de 58 dólares — desde então, o preço não parou mais de subir. Na ocasião, o jornal americano The Wall Street Journal dedicou ao analista um perfil laudatório, reconhecendo o acerto da previsão. “Ninguém em Wall Street está rindo de Arjun Murti”, dizia o texto da reportagem.
O episódio rendeu fama ao analista, mas não foi suficiente para garantir a unanimidade dos especialistas em torno de seu nome. Vários deles lembraram que a ocorrência do furacão Katrina, em agosto de 2005, havia sido determinante para a alta do barril naquele ano. Para prever essa catástrofe natural, diziam os detratores, só tendo uma bola de cristal. Algum tempo depois, porém, Murti acertou outra vez na mosca. Em setembro de 2007, quando a cotação do petróleo já estava na casa dos 70 dólares, ele previu que o preço podia ultrapassar a barreira de 100 dólares. Meses depois — bingo! —, o valor entrou na casa dos três dígitos. “As análises de Murti hoje são amplamente distribuídas entre os investidores. Quando ele faz uma previsão, o mercado todo escuta”, diz um executivo de uma das maiores empresas de petróleo no mundo, que preferiu não se identificar.
Murti está no Goldman Sachs desde 1999. Antes, havia atuado na firma de investimento Petrie Parkman, em Denver. Discreto, raramente concede entrevistas, e não há registro de uma foto sua que tenha sido publicada. Toda essa reclusão criou uma aura de mistério a respeito das técnicas que Murti utiliza para fazer previsões tão certeiras, já que dispõe das mesmas informações que os outros analistas. Pouco se sabe também de sua vida pessoal, a não ser que é casado e que gosta de correr nas horas vagas, tendo já participado de uma minimaratona em Nova Jersey, onde mora. Murti é um crítico ferrenho da dependência que a economia mundial adquiriu em relação ao uso dos combustíveis fósseis. “Sou bastante antipetróleo”, afirmou ele numa de suas raras entrevistas, concedida recentemente ao jornal The New York Times. Adepto de atitudes ecologicamente corretas, ele tem em sua garagem dois carros híbridos. Segundo Murti, a atual crise gerada pela alta da commodity pode ter uma boa conseqüência — a de forçar países como os Estados Unidos a usar fontes de energia mais limpas.
Atualize-se!!
A companhia de bebidas norte-americana Anheuser-Busch está em conversas ativas para ser vendida à cervejaria belgo-brasileira InBev em um acordo amigável, informaram pessoas próximas à situação ao jornal norte-americano The New York Times.
Uma das fontes afirmou que a InBev indicou que poderia pagar US$ 70 por ação da companhia norte-americana, o que somaria uma proposta total de quase US$ 50 bilhões. A proposta inicial da InBev era de US$ 65,00 por ação, o que totalizaria cerca de US$ 45 bilhões. Porém, a Anheuser-Busch rejeitou a oferta, considerando o preço como "pechincha".
Os termos exatos do potencial acordo não foram detalhados e as pessoas ouvidas pelo jornal alertaram que as negociações ainda podem fracassar. As informações são da Dow Jones.
- Os oráculos do petróleo -
Arjun Murti, do Goldman Sachs, ficou célebre ao prever com precisão as últimas altas do petróleo. Ele e outros apostam num barril a 200 dólares. Estarão certos?
Tradicionalmente, a voz mais poderosa para o mercado de petróleo é a do ministro da pasta que cuida desse recurso natural na Arábia Saudita, maior produtor do combustível no mundo. As declarações desse homem sobre oscilações relevantes nos preços mexem com as bolsas e os ânimos econômicos de todo o mundo. Os holofotes, portanto, deveriam estar sobre Ali al-Naimi, que hoje ocupa a posição. Mas, nos últimos tempos, a influência dos ministros e dos xeques árabes vem sendo dividida com um pequeno grupo de analistas cujas projeções e recomendações financeiras em relação às variações da cotação do petróleo estão ganhando destaque global. Entre essa turma, o nome do momento é o do americano Arjun N. Murti, de 39 anos, especialista no setor de energia para as Américas do banco de investimento Goldman Sachs. Graças a um histórico de seguidas previsões acertadas sobre as variações do preço do petróleo — assunto cada vez mais palpitante num cenário em que a cotação da commodity bate recorde atrás de recorde —, Murti passou a ser chamado de oráculo do petróleo.
Sua mais recente aposta está provocando calafrios nos círculos econômicos, já bastante assustados com as notícias mais recentes — na primeira semana de julho, a cotação estava na casa dos 140 dólares. Segundo Murti, o preço do barril de petróleo caminha para o patamar de 200 dólares nos próximos dois anos. “A atual crise de energia pode estar chegando a um pico”, escreveu ele num dos trechos do relatório em que consta a previsão, divulgado em maio. Para muitos, as palavras soaram como uma sentença. “A palavra de Murti merece respeito, pois ele já demonstrou que sabe do que está falando”, afirma Larry Chorn, economista- chefe da Platts, respeitada consultoria de energia americana.
O analista do Goldman ganhou projeção em março de 2005, depois de divulgar um relatório afirmando que a cotação do barril, então na casa dos 40 dólares, iria enfrentar um ciclo de alta. Seu palpite era que o valor da commodity pularia para a faixa entre 50 e 105 dólares num período de seis a 24 meses. Na época, como a cotação já havia acabado de dobrar nos três anos anteriores, a idéia de outro salto parecia fora de propósito. Além disso, a posição de Murti se chocava com a de outros estudiosos do assunto. Alguns deles cravavam que o preço continuaria estável durante muito tempo e outros chegavam a apostar até numa queda. Na época, Murti foi ridicularizado por seus pares. Mas o tempo lhe deu razão. Ao final de 2005, a cotação era de 58 dólares — desde então, o preço não parou mais de subir. Na ocasião, o jornal americano The Wall Street Journal dedicou ao analista um perfil laudatório, reconhecendo o acerto da previsão. “Ninguém em Wall Street está rindo de Arjun Murti”, dizia o texto da reportagem.
O episódio rendeu fama ao analista, mas não foi suficiente para garantir a unanimidade dos especialistas em torno de seu nome. Vários deles lembraram que a ocorrência do furacão Katrina, em agosto de 2005, havia sido determinante para a alta do barril naquele ano. Para prever essa catástrofe natural, diziam os detratores, só tendo uma bola de cristal. Algum tempo depois, porém, Murti acertou outra vez na mosca. Em setembro de 2007, quando a cotação do petróleo já estava na casa dos 70 dólares, ele previu que o preço podia ultrapassar a barreira de 100 dólares. Meses depois — bingo! —, o valor entrou na casa dos três dígitos. “As análises de Murti hoje são amplamente distribuídas entre os investidores. Quando ele faz uma previsão, o mercado todo escuta”, diz um executivo de uma das maiores empresas de petróleo no mundo, que preferiu não se identificar.
Murti está no Goldman Sachs desde 1999. Antes, havia atuado na firma de investimento Petrie Parkman, em Denver. Discreto, raramente concede entrevistas, e não há registro de uma foto sua que tenha sido publicada. Toda essa reclusão criou uma aura de mistério a respeito das técnicas que Murti utiliza para fazer previsões tão certeiras, já que dispõe das mesmas informações que os outros analistas. Pouco se sabe também de sua vida pessoal, a não ser que é casado e que gosta de correr nas horas vagas, tendo já participado de uma minimaratona em Nova Jersey, onde mora. Murti é um crítico ferrenho da dependência que a economia mundial adquiriu em relação ao uso dos combustíveis fósseis. “Sou bastante antipetróleo”, afirmou ele numa de suas raras entrevistas, concedida recentemente ao jornal The New York Times. Adepto de atitudes ecologicamente corretas, ele tem em sua garagem dois carros híbridos. Segundo Murti, a atual crise gerada pela alta da commodity pode ter uma boa conseqüência — a de forçar países como os Estados Unidos a usar fontes de energia mais limpas.
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terça-feira, 6 de maio de 2008
News!
- Nova empresa no País vai se chamar Azul Linhas Aéreas -
Azul Linhas Aéreas. Esse é o nome da nova companhia do empresário americano David Neeleman no Brasil, escolhido por meio de uma votação na internet. O nome remete à JetBlue, empresa fundada pelo empresário nos Estados Unidos e que chacoalhou o mercado americano no início da década ao oferecer passagens baratas com um serviço diferenciado, como televisão a bordo.
Azul não foi, contudo, o nome mais votado pelos quase 110 mil internautas cadastrados. Pelo júri popular, a nova companhia se chamaria Brasil. O nome Brasil, com todas as suas variações - AirBrasil, Aero Brasil, Brasil Linhas Aéreas, BrasilAir etc. - foi de longe o mais votado. Todas as variações com Brasil já estavam registradas. AirBrasil, por exemplo, é uma empresa de cargas em operação, explica o diretor de marketing da Azul, Gianfranco Beting.
Azul ficou em uma lista de dez nomes possíveis escolhidos pela empresa dentre as centenas de nomes sugeridos. Concorreu com Samba, Abraço, Alegria, Brasileira, Céu, Mais, Nossa, Pátria e Viva numa segunda etapa de votações, da qual participaram 27 mil pessoas. Samba era o nome preferido por parte da equipe envolvida na nova empresa e disputou com Azul até o último minuto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Azul não foi, contudo, o nome mais votado pelos quase 110 mil internautas cadastrados. Pelo júri popular, a nova companhia se chamaria Brasil. O nome Brasil, com todas as suas variações - AirBrasil, Aero Brasil, Brasil Linhas Aéreas, BrasilAir etc. - foi de longe o mais votado. Todas as variações com Brasil já estavam registradas. AirBrasil, por exemplo, é uma empresa de cargas em operação, explica o diretor de marketing da Azul, Gianfranco Beting.
Azul ficou em uma lista de dez nomes possíveis escolhidos pela empresa dentre as centenas de nomes sugeridos. Concorreu com Samba, Abraço, Alegria, Brasileira, Céu, Mais, Nossa, Pátria e Viva numa segunda etapa de votações, da qual participaram 27 mil pessoas. Samba era o nome preferido por parte da equipe envolvida na nova empresa e disputou com Azul até o último minuto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
- Fome de negócios -
O clima não anda dos melhores em alguns dos mais sofisticados escritórios da avenida Faria Lima, o novo centro financeiro de São Paulo. A queda no número de IPOs dá certo ar de fim de festa a bancos como o UBS Pactual, o Credit Suisse e o Itaú BBA. Mas, na vizinhança, a pausa no mercado de capitais vem sendo comemorada por um dos maiores fundos de private equity em operação no Brasil, o americano Advent. Afinal, nos três últimos anos, a vida de seus executivos não foi nada fácil. Especializados em comprar participações em empresas, fundos como o Advent vinham tendo dificuldade para achar clientes, pois atrás de cada porta que batiam encontravam um empresário sonhando com o IPO. Após o estouro da crise financeira internacional no ano passado, o mercado de capitais ficou mais seletivo. E vender parte ou negócios inteiros voltou a ser uma opção para os empresários brasileiros. No Advent, o número de analistas de novos negócios dobrou -- de seis passou para 12. E, com cerca de 1 bilhão de dólares já captados para investir na América Latina, a ordem agora é comprar.
O foco no momento é o setor de alimentação. O Advent criou uma holding -- a International Meal Company (IMC) -- para cuidar de seus negócios nessa área e planeja ter, a partir de 2012, a primeira rede de restaurantes da América Latina fora do segmento de fast food a atingir 1,5 bilhão de reais em faturamento, dos quais 1 bilhão no Brasil. Há um ano e meio, o Advent comprou a cadeia de restaurantes mexicana La Mansion, com 35 pontos-de-venda em várias partes do país. Alguns meses depois, adquiriu a brasileira RA, dona das marcas Brunella e Black Coffee e líder nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo. No final do ano passado, foi a vez da cadeia de restaurantes e cafés Viena, forte em São Paulo e com presença no Rio de Janeiro. A compra mais recente aconteceu em Porto Rico -- a Empresas Santana, também com presença no aeroporto internacional do país. O próximo grande passo deve ser no Brasil. Na mira estão redes paulistas como Almanara, especializada em cozinha árabe, Frango Assado, presente em várias rodovias paulistas, Rubaiyat, as famosas churrascarias de alto padrão, e America, uma marca forte associada à cozinha casual. "O Advent nos procurou há cerca de dois meses, mas não estamos vendendo a empresa", diz Paulo Alves, principal executivo do America. "Eles queriam toda a empresa ou uma parte considerável dela."
Para cuidar das operações da IMC no Brasil, o Advent buscou Peter Furukawa, ex-presidente da rede de comércio eletrônico Submarino e ex-diretor de vendas e operações da Casas Pernambucanas. Um dos desafios de Furukawa na IMC é implantar uma administração profissional num setor que historicamente foi dominado pela gestão familiar. "São raríssimos os executivos nessa área", diz Furukawa. Nos últimos três meses, a IMC contratou dois diretores da rede de supermercados Wal-Mart. O objetivo é contar com gente que tenha experiência com alimentos em grande escala, mesmo que nunca tenha pisado numa cozinha de restaurante. "Queremos montar modelos replicáveis, como uma fábrica que em vez de pão produza filiais de restaurantes", diz Patrice Etlin, sócio responsável pelos investimentos do Advent.
O foco no momento é o setor de alimentação. O Advent criou uma holding -- a International Meal Company (IMC) -- para cuidar de seus negócios nessa área e planeja ter, a partir de 2012, a primeira rede de restaurantes da América Latina fora do segmento de fast food a atingir 1,5 bilhão de reais em faturamento, dos quais 1 bilhão no Brasil. Há um ano e meio, o Advent comprou a cadeia de restaurantes mexicana La Mansion, com 35 pontos-de-venda em várias partes do país. Alguns meses depois, adquiriu a brasileira RA, dona das marcas Brunella e Black Coffee e líder nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo. No final do ano passado, foi a vez da cadeia de restaurantes e cafés Viena, forte em São Paulo e com presença no Rio de Janeiro. A compra mais recente aconteceu em Porto Rico -- a Empresas Santana, também com presença no aeroporto internacional do país. O próximo grande passo deve ser no Brasil. Na mira estão redes paulistas como Almanara, especializada em cozinha árabe, Frango Assado, presente em várias rodovias paulistas, Rubaiyat, as famosas churrascarias de alto padrão, e America, uma marca forte associada à cozinha casual. "O Advent nos procurou há cerca de dois meses, mas não estamos vendendo a empresa", diz Paulo Alves, principal executivo do America. "Eles queriam toda a empresa ou uma parte considerável dela."
Para cuidar das operações da IMC no Brasil, o Advent buscou Peter Furukawa, ex-presidente da rede de comércio eletrônico Submarino e ex-diretor de vendas e operações da Casas Pernambucanas. Um dos desafios de Furukawa na IMC é implantar uma administração profissional num setor que historicamente foi dominado pela gestão familiar. "São raríssimos os executivos nessa área", diz Furukawa. Nos últimos três meses, a IMC contratou dois diretores da rede de supermercados Wal-Mart. O objetivo é contar com gente que tenha experiência com alimentos em grande escala, mesmo que nunca tenha pisado numa cozinha de restaurante. "Queremos montar modelos replicáveis, como uma fábrica que em vez de pão produza filiais de restaurantes", diz Patrice Etlin, sócio responsável pelos investimentos do Advent.
O PADRÃO DESEJAVEL É O DAS grandes cadeias americanas, como a Chipotle Mexican Grill, que, em média, abre dez filiais por mês. Antes de ser comprado pelo Advent, o Viena abria uma média de duas lojas por ano. A meta agora são 20 lojas a cada 12 meses. "Tenho de assobiar e chupar cana ao mesmo tempo", diz Furukawa. "Precisamos fazer uma forte expansão ao mesmo tempo que construímos a empresa." Hoje a IMC serve 40 000 clientes por dia. Até meados do ano que vem, a meta é chegar a 100 000. Uma das estratégias para acelerar o crescimento é abrir unidades em aeroportos, rodoviárias e terminais de metrô. No Aeroporto de Congonhas, a IMC já tem 65% dos estabelecimentos e, no de Guarulhos, 55%. A lógica é simples: esses lugares têm um grande tráfego de pessoas e uma oferta limitada de lanchonetes e restaurantes. A outra perna do planejamento é acompanhar a expansão dos shopping centers, setor cada vez mais concentrado e disposto a con versar com grandes redes capazes de abrir lojas em vários pontos do país.
O setor de alimentação do Brasil é um campo quase perfeito para os fundos de private equity, como o Advent. Esses fundos são especialistas na arte de comprar empresas mal geridas, dar um banho de gestão, reduzir custos e, então, vendê-las com lucro. No caso do setor de alimentação brasileiro, ainda muito fragmentado, há grande espaço para consolidação. Hoje, não há nenhuma rede com restaurantes próprios fora do segmento de fast food que fature acima de 1 bilhão de reais por ano. Um quarto de toda a comida comprada no Brasil é consumido fora de casa, e a tendência é que esse percentual se aproxime cada vez mais dos 50% registrados nos Estados Unidos. "Há 30 anos, as mulheres não freqüentavam restaurantes durante a semana", diz Arri Coser, fundador da rede de churrascarias Fogo de Chão. "Isso mudou com a transformação da rotina de trabalho. Comer fora deixou de ser um evento." O potencial das redes de restaurantes e cafés ficou claro no ano passado. Com a economia em crescimento, as vendas e o número de clientes deram um salto. O faturamento da rede Fran's Café, por exemplo, teve aumento de 24% -- isso sem contar as novas lojas abertas ao longo do ano. "Foi um dos melhores resultados dos últimos 36 anos", diz José Henrique Ribeiro, diretor do Fran's Café. No America, o número de clientes cresceu 10%, o maior registrado desde que a primeira loja foi inaugurada, há 22 anos.
O setor de alimentação do Brasil é um campo quase perfeito para os fundos de private equity, como o Advent. Esses fundos são especialistas na arte de comprar empresas mal geridas, dar um banho de gestão, reduzir custos e, então, vendê-las com lucro. No caso do setor de alimentação brasileiro, ainda muito fragmentado, há grande espaço para consolidação. Hoje, não há nenhuma rede com restaurantes próprios fora do segmento de fast food que fature acima de 1 bilhão de reais por ano. Um quarto de toda a comida comprada no Brasil é consumido fora de casa, e a tendência é que esse percentual se aproxime cada vez mais dos 50% registrados nos Estados Unidos. "Há 30 anos, as mulheres não freqüentavam restaurantes durante a semana", diz Arri Coser, fundador da rede de churrascarias Fogo de Chão. "Isso mudou com a transformação da rotina de trabalho. Comer fora deixou de ser um evento." O potencial das redes de restaurantes e cafés ficou claro no ano passado. Com a economia em crescimento, as vendas e o número de clientes deram um salto. O faturamento da rede Fran's Café, por exemplo, teve aumento de 24% -- isso sem contar as novas lojas abertas ao longo do ano. "Foi um dos melhores resultados dos últimos 36 anos", diz José Henrique Ribeiro, diretor do Fran's Café. No America, o número de clientes cresceu 10%, o maior registrado desde que a primeira loja foi inaugurada, há 22 anos.
A atratividade do setor de alimentação brasileiro chamou a atenção de pelo menos outros dois fundos de private equity. Em 2006, a GP Investimentos pagou 64 milhões de dólares por 40% da Fogo de Chão -- percentual que caiu para os atuais 35%. "Odeio me endividar, e em vez de procurar um banco fui buscar um sócio", diz Coser, o fundador. O outro fundo de private equity que investiu nessa área é o Pátria Investimentos, que desde 2001 tem participação na cadeia de lanchonetes Casa do Pão de Queijo. "Todo dia alguém me liga interessado em comprar uma parte do Fran's Café, e a tendência é mesmo a consolidação", diz Ribeiro. Para o Advent, a hora agora é de montar uma multinacional de alimentação com forte presença no Brasil. Num segundo momento, está prevista uma expansão para fora da América Latina. Até a empresa ganhar musculatura, terá tempo para achar uma saída do negócio.
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sexta-feira, 2 de maio de 2008
Boa Tarde!
Esses dia serão bons dias para aplicações no mercado de capitais, isto é, nas ações. Isso devido ao brasil ter alcançado o Investment Grade que será retratado logo em diante. Por isso o mercado financeiro estará bem agitado esses dias e provavelmente ocorrerão grandes altas como a de quinta-feira.
- PIB dos EUA cresce acima do esperado no primeiro trimestre de 2008 -
A economia norte-americana cresceu 0,6% no primeiro trimestre de 2008, de acordo com dados anualizados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Esta é a medição avançada para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no período marcado pelos temores de recessão.O avanço de 0,6% da economia dos EUA no período ficou acima do esperado pelo mercado, que estimava um crescimento de 0,5%, e de acordo com o apurado na última medição.Já o deflator do PIB, que mede basicamente o custo de uma cesta de bens na economia norte-americana, registrou um avanço de 2,6%, abaixo do esperado pelo mercado (3%).Entenda o indicadorGDP (Gross Domestic Product) é a sigla em inglês para Produto Interno Bruto. Ele é calculado pelo Departamento de Comércio norte-americano. O PIB mede todos os bens e serviços produzidos na economia em determinado período. Ele é formado por cinco componentes: consumo, investimento, gastos governamentais, nível de estoque e saldo de comércio exterior. O consumo representa quase 2/3 do PIB norte-americano, e é um dos componentes menos voláteis.
- Brasil recebe grau de investimento da S&P -
O Brasil entrou – afinal – para o clube dos países tidos como seguros para investir. A agência de classificação de risco Standard & Poor's, a S&P, elevou hoje a nota de risco de crédito do Brasil de “BB+” para “BBB-”, o que significa que o país já é “grau de investimento”. O mercado foi pego de surpresa, pois a expectativa é que o país conseguisse a nova classificação apenas no último trimestre deste ano. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 6,33% e atingiu um novo recorde de pontos (67.868). A nova avaliação é importante por seu impacto potencial nos investimentos estrangeiros no Brasil. A classificação de risco é uma ferramenta usada pelos investidores na hora de decidir onde irão aplicar o dinheiro. As notas concedidas pelas agências indicam qual é o risco de calote para o aplicador. Até a nota “BB+”, que o país detinha a tarde desta quarta-feira, os países são considerados “grau especulativo”. São, portanto, mais arriscados. A partir de agora, segundo a S&P, o risco de aplicar no Brasil é baixo. Por isso mesmo, a tendência é de aumento no fluxo de dinheiro no Brasil, seguindo o padrão de quase todos os países que também subiram de patamar. A principal razão para isso é que muitos fundos de pensão estrangeiros têm uma limitação estatutária para investir em países sem o “grau de investimento”. O Brasil entra agora no radar desse importante grupo – estima-se que os fundos de pensão detenham cerca de 25 trilhões de dólares para aplicar. Ninguém sabe quanto desse bolo o Brasil poderá atrair. A nova nota coroa quase 15 anos de avanço macroeconômico. No comunicado divulgado pela S&P, a agência reconheceu em particular os esforços do Banco Central no combate à inflação. “Em contraste com pressões inflacionárias incontroladas em outros países com ratings mais baixos, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de aperto em 16 de abril de 2008, para garantir que os benefícios duramente conquistados associados com a baixa inflação serão mantidos”, afirmou Lisa Schineller, diretora da S&P. Até mesmo o Federal Reserve, o banco central americano, tem sido criticado por não ser suficientemente firme no controle de preços. O Fed reduziu nesta quarta-feira sua taxa básica de juros de 2,25% ao ano para 2%, confirmando a expectativa de grande parte dos analistas de mercado. Ela destacou, porém, que a política fiscal segue como uma fragilidade brasileira. O principal entrave para a obtenção do “grau de investimento” vinha sendo o patamar da dívida pública, em 41,2% do PIB, muito acima do patamar de 20% do PIB para a média dos ratings BBB da agência. Apesar disso, o fato é que a dívida pública já foi de 57% em 2002. Novas melhorias da nota estão condicionadas a um avanço mais sólido no front fiscal. “Passos de política para reduzir o nível do, e a rigidez no, atual gasto do governo, ou ambos, devem fortalecer a posição fiscal do Brasil e facilitar um declínio maior na taxa de juro, com implicações positivas para o investimento e crescimento e um declínio mais rápido nos encargos da dívida do país”, disse Schineller. “A passagem das reformas tributária ou da previdência – que a S&P não espera dentro do horizonte de rating – seria um choque positivo para a confiança e contribuiria para fortalecer a qualidade de crédito."
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- PIB dos EUA cresce acima do esperado no primeiro trimestre de 2008 -
A economia norte-americana cresceu 0,6% no primeiro trimestre de 2008, de acordo com dados anualizados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Esta é a medição avançada para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no período marcado pelos temores de recessão.O avanço de 0,6% da economia dos EUA no período ficou acima do esperado pelo mercado, que estimava um crescimento de 0,5%, e de acordo com o apurado na última medição.Já o deflator do PIB, que mede basicamente o custo de uma cesta de bens na economia norte-americana, registrou um avanço de 2,6%, abaixo do esperado pelo mercado (3%).Entenda o indicadorGDP (Gross Domestic Product) é a sigla em inglês para Produto Interno Bruto. Ele é calculado pelo Departamento de Comércio norte-americano. O PIB mede todos os bens e serviços produzidos na economia em determinado período. Ele é formado por cinco componentes: consumo, investimento, gastos governamentais, nível de estoque e saldo de comércio exterior. O consumo representa quase 2/3 do PIB norte-americano, e é um dos componentes menos voláteis.
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