- Nova empresa no País vai se chamar Azul Linhas Aéreas -
Azul não foi, contudo, o nome mais votado pelos quase 110 mil internautas cadastrados. Pelo júri popular, a nova companhia se chamaria Brasil. O nome Brasil, com todas as suas variações - AirBrasil, Aero Brasil, Brasil Linhas Aéreas, BrasilAir etc. - foi de longe o mais votado. Todas as variações com Brasil já estavam registradas. AirBrasil, por exemplo, é uma empresa de cargas em operação, explica o diretor de marketing da Azul, Gianfranco Beting.
Azul ficou em uma lista de dez nomes possíveis escolhidos pela empresa dentre as centenas de nomes sugeridos. Concorreu com Samba, Abraço, Alegria, Brasileira, Céu, Mais, Nossa, Pátria e Viva numa segunda etapa de votações, da qual participaram 27 mil pessoas. Samba era o nome preferido por parte da equipe envolvida na nova empresa e disputou com Azul até o último minuto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
- Fome de negócios -
O foco no momento é o setor de alimentação. O Advent criou uma holding -- a International Meal Company (IMC) -- para cuidar de seus negócios nessa área e planeja ter, a partir de 2012, a primeira rede de restaurantes da América Latina fora do segmento de fast food a atingir 1,5 bilhão de reais em faturamento, dos quais 1 bilhão no Brasil. Há um ano e meio, o Advent comprou a cadeia de restaurantes mexicana La Mansion, com 35 pontos-de-venda em várias partes do país. Alguns meses depois, adquiriu a brasileira RA, dona das marcas Brunella e Black Coffee e líder nos aeroportos de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo. No final do ano passado, foi a vez da cadeia de restaurantes e cafés Viena, forte em São Paulo e com presença no Rio de Janeiro. A compra mais recente aconteceu em Porto Rico -- a Empresas Santana, também com presença no aeroporto internacional do país. O próximo grande passo deve ser no Brasil. Na mira estão redes paulistas como Almanara, especializada em cozinha árabe, Frango Assado, presente em várias rodovias paulistas, Rubaiyat, as famosas churrascarias de alto padrão, e America, uma marca forte associada à cozinha casual. "O Advent nos procurou há cerca de dois meses, mas não estamos vendendo a empresa", diz Paulo Alves, principal executivo do America. "Eles queriam toda a empresa ou uma parte considerável dela."
Para cuidar das operações da IMC no Brasil, o Advent buscou Peter Furukawa, ex-presidente da rede de comércio eletrônico Submarino e ex-diretor de vendas e operações da Casas Pernambucanas. Um dos desafios de Furukawa na IMC é implantar uma administração profissional num setor que historicamente foi dominado pela gestão familiar. "São raríssimos os executivos nessa área", diz Furukawa. Nos últimos três meses, a IMC contratou dois diretores da rede de supermercados Wal-Mart. O objetivo é contar com gente que tenha experiência com alimentos em grande escala, mesmo que nunca tenha pisado numa cozinha de restaurante. "Queremos montar modelos replicáveis, como uma fábrica que em vez de pão produza filiais de restaurantes", diz Patrice Etlin, sócio responsável pelos investimentos do Advent.
O setor de alimentação do Brasil é um campo quase perfeito para os fundos de private equity, como o Advent. Esses fundos são especialistas na arte de comprar empresas mal geridas, dar um banho de gestão, reduzir custos e, então, vendê-las com lucro. No caso do setor de alimentação brasileiro, ainda muito fragmentado, há grande espaço para consolidação. Hoje, não há nenhuma rede com restaurantes próprios fora do segmento de fast food que fature acima de 1 bilhão de reais por ano. Um quarto de toda a comida comprada no Brasil é consumido fora de casa, e a tendência é que esse percentual se aproxime cada vez mais dos 50% registrados nos Estados Unidos. "Há 30 anos, as mulheres não freqüentavam restaurantes durante a semana", diz Arri Coser, fundador da rede de churrascarias Fogo de Chão. "Isso mudou com a transformação da rotina de trabalho. Comer fora deixou de ser um evento." O potencial das redes de restaurantes e cafés ficou claro no ano passado. Com a economia em crescimento, as vendas e o número de clientes deram um salto. O faturamento da rede Fran's Café, por exemplo, teve aumento de 24% -- isso sem contar as novas lojas abertas ao longo do ano. "Foi um dos melhores resultados dos últimos 36 anos", diz José Henrique Ribeiro, diretor do Fran's Café. No America, o número de clientes cresceu 10%, o maior registrado desde que a primeira loja foi inaugurada, há 22 anos.